Curso Acadepol - RJ
Visite o Blog
 
Depoimentos
 
 

  • (Anônimo) - ACIDENTE EM CORDA COM PM
    Quinta-feira, 7 de janeiro de 1999
    PM desaparece em rio ao tentar salvar indigente


    Soldado caiu no Tamanduateí em tentativa de resgate, que terminou salvando moradora de rua CARLOS RYDLE O soldado da Polícia Militar José Barbosa de Andrade, de 32 anos, desapareceu na manhã de ontem nas águas do Rio Tamanduateí, ao tentar salvar Salete Aparecida Rodrigues, de 48 anos, uma moradora de rua que vive na região do Mercado Municipal, no centro de São Paulo. Arrastado pela forte correnteza, Barbosa, como é conhecido na corporação, submergiu sob o ponto de travessia da Rua São Caetano, na esquina com a Avenida do Estado.
    O sumiço do policial desencadeou uma operação de busca envolvendo um helicóptero, 14 carros do Corpo de Bombeiros, grupos de patrulhamento da PM e o hovercraft, o barco da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), usado quando há enchentes. Com a movimentação provocada pela procura do corpo, a curiosidade dos motoristas, aliada à chuva, tornou quase intransitáveis alguns trechos da Marginal do Tietê, principalmente entre as Pontes do Limão, Casa Verde e das Bandeiras, trecho onde desemboca o Tamanduateí.
    Barbosa, casado e pai de três filhos, de 3, 4 e 11 anos, apresentou-se às 7 horas, no 2º Batalhão de Choque, onde trabalhava nas Rondas Ostensivas com o Apoio de Motocicletas (Rocam). O turno do soldado foi trocado para hoje e ele iria retornar para casa, na zona leste, em uma carona com o soldado Luís Francisco de Macedo, de 26 anos. Quando os dois estavam na Avenida do Estado, perto do Mercado, começou a confusão.
    Eles viram um grupo de pessoas correndo na calçada ao lado do rio, gritando: "Ela está viva." Os dois PMs não titubearam. Abandonaram o carro e começaram a pedir cordas para os caminhoneiros que estavam parados no trânsito, perto da zona cerealista.
    Barbosa desceu o paredão na lateral do rio, com cerca de 4 metros de altura, e, segurando uma corda fina de náilon, tentou posicionar-se para agarrar Salete. Enquanto isso, Macedo e outro policial, Ricardo Glen de Oliveira, de 33 anos, que estava de folga e parou para ajudar os colegas, ficaram ao lado da Ponte da Rua São Caetano, a 20 metros de Barbosa. "A mulher veio boiando por uns 200 metros, quase no meio do rio, com as pernas e braços abertos", comentou José Tavares Pessoa, de 48 anos, segurança de um posto da Avenida do Estado.
    Sem visão - Do ponto em que estavam, Macedo, pendurado em outra corda, e Glen, ao lado do colega, não conseguiam ver Barbosa. "Quando ele foi se apoiar na borda do rio, escorregou", acrescentou o segurança Pessoa. "Caiu de costas, parece que ficou desesperado e sumiu de repente debaixo da ponte."
    O trecho em que Barbosa tentou apoiar-se é de concreto e tem uma inclinação de 45 graus. Em vão, ele ainda tentou agarrar-se à margem. Na ponte, Salete foi agarrada por Macedo. Ambos permaneceram pendurados em uma corda por cerca de 5 minutos até a chegada do resgate.
    A policial Edileide Angélica da Silva, da PM, também teve a impressão de que Barbosa ficou desesperado. O irmão do soldado, um bombeiro, disse que ele sabia nadar. "Mas, nessas horas, mesmo que não soubesse, ele faria a mesma coisa", comentou o major Marcos Marinho Moura, do Choque.
    Sussurros - Salete foi socorrida no Hospital Municipal Vergueiro, no Paraíso. Ela fraturou o fêmur da perna direita e seria submetida a uma cirurgia. Trêmula e enrolada em um lençol na maca do pronto-socorro, a moradora de rua, há quatro meses nas imediações do Mercadão, mal sabia o que havia ocorrido. "Fui atravessar a rua, tropecei e cai no rio", sussurrou, desmentindo que tivesse sido empurrada. "Só me lembro da água e de querer me salvar", disse a mulher, que tem sobrevivido recolhendo papelão no centro.
    À tarde, no hospital, ela garantia que não queria nenhum contato com a filha, única parente citada por Salete, e não se lembrava como havia saído do Tamanduateí.
    O lugar onde ela caiu não é diferente da maio

 

 
 
 
 
Publicidade
Clique para ver os
cursos da Acadepol
Clique para ver o
vídeo do rapel tático da
Polícia Cívil do Amapá
Clique e assita o vídeo do
CAT - Curso de ações táticas da
PC do Rio de Janeiro
Polícia Civil do Rio de Janeiro
Curso de Progressão em área de Risco
Acadepol.
Policia Militar do RJ - BOPE Batalhão de
Operações Policiais Especiais
Clique para ver o vídeo
Polícia Civil de São Paulo
Clinica de treinamento
Deic/Garra
Clínica de treinamento
procedimento e conduta de patrulha
em área de risco e locais hostis
Clique e assita o vídeo do CGOA
Centro de Treinamento Tático
CTT/CBC/SP
Cursos de Ações Táticas Urbanas
US Police Instructor Team

Para melhores detalhes entre em contato com a equipe do Rapel Radical Será um prazer esclarecer qualquer dúvida.
E-mail:
felipe@rapelradical.com